Desenvolvido com o apoio de uma bolsa de pesquisa de criação concedida pela REDE Stagium, o solo Pressa recebeu prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA (1998) e Funarte (Mambembe 1998).

Nesta sua primeira experiência de criação coreográfica, Cristian Duarte toma da Física os conceitos de freqüência (número de ciclos de um sistema, na unidade de tempo) e velocidade (sobreposição de freqüências) para pensar a diferença entre os corpos como uma questão de freqüências – de vida - distintas.

Seduzido pelo desafio de buscar elos de conexão entre o seu próprio corpo e um outro formato de existência, Cristian Duarte faz de Pressa um exercício de afeiçoamento ao diferente. Organizando, no corpo e na cena, freqüências sobrepostas, formula-se coreograficamente um sentido mais complexo para a idéia de intimidade: articulação gradual entre fluxos descontínuos. Pressa usa a velocidade para instaurar, com calma, o entendimento de que a distância entre dois formatos de existência não é mais do que um espaço de tempo, no ritmo evolutivo de um mesmo sistema: a vida.
text: Fabiana Dultra Britto

ficha técnica:

concepção, direção e interpretação: Cristian Duarte
figurino: Fábio Namatame
Iluminação: Andre Boll
fotografia: Gil Grossi
pesquisa de som: Cristian Duarte
edição de som: Kito Siqueira
produção executiva: Dora Leão

apoio: REDE Stagium, Estúdio e Cia. Nova Dança

agradecimentos: Cássia Navas, Marcelo Larrea, Adriana Grechi, Lu Favoreto, Tica Lemos, Flávio Rodrigues e Fabiana Dultra Britto.

Prêmio APCA 1998.

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foto: gil grossi
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